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Ministério Público investiga uso de cal de construção no tratamento de água em Acorizal (MT)

Denúncia leva fiscalização a estação de tratamento de Acorizal (MT) O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) notificou a concessionária responsável p...

Ministério Público investiga uso de cal de construção no tratamento de água em Acorizal (MT)
Ministério Público investiga uso de cal de construção no tratamento de água em Acorizal (MT) (Foto: Reprodução)

Denúncia leva fiscalização a estação de tratamento de Acorizal (MT) O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) notificou a concessionária responsável pelo abastecimento de água em Acorizal (MT), a Prefeitura e a agência reguladora após uma fiscalização encontrar sacos de cal hidratada, com indicação de uso na construção civil, dentro da Estação de Tratamento de Água (ETA) do município. O material teria sido utilizado no tratamento da água distribuída à população. O g1 tentou contato com a Estação de Tratamento de Água (ETA) e a Prefeitura de Acorizal mas, não obteve retorno até o final da publicação desta reportagem. A fiscalização foi realizada no dia 18 de agosto, após denúncias encaminhadas ao Ministério Público sobre possíveis irregularidades nos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário da cidade. A ação contou com a participação da Vigilância Sanitária Estadual, da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e do Procon-MT. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Segundo o relatório da fiscalização, funcionários da unidade informaram que o produto encontrado seria utilizado no processo de tratamento da água. Diante dos indícios e dos possíveis riscos à saúde pública, a promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos instaurou procedimento para apurar a regularidade dos serviços. Durante a inspeção, a Vigilância Sanitária Estadual interditou o material encontrado na ETA. A Polícia Civil também apreendeu uma unidade do produto para realização de perícia. Na recomendação expedida pelo MPMT, os responsáveis pelo serviço deverão informar à população as condições atuais do abastecimento, as medidas adotadas para garantir a potabilidade da água e as ações de monitoramento realizadas. O Ministério Público também solicitou a divulgação periódica dos resultados das análises da água e das providências adotadas para assegurar a qualidade do abastecimento. Os órgãos e entidades notificados têm prazo de cinco dias para apresentar ao MPMT informações sobre as medidas adotadas. Segundo a promotora Valnice Silva dos Santos, a recomendação busca garantir transparência e assegurar que os moradores tenham acesso a informações sobre a qualidade da água consumida e as providências tomadas pelos responsáveis pelo serviço. Cal imprópria para tratamento de água é interditada. PJC

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