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Coroa da Festa do Divino de Mogi das Cruzes passa por restauração

Coroa do Divino Espírito Santo passa por restauração após quase 95 anos Edimilson Souza Silva/arquivo pessoal A Coroa do Divino Espírito Santo de Mogi das ...


Coroa da Festa do Divino de Mogi das Cruzes passa por restauração
Coroa da Festa do Divino de Mogi das Cruzes passa por restauração (Foto: Reprodução)

Coroa do Divino Espírito Santo passa por restauração após quase 95 anos Edimilson Souza Silva/arquivo pessoal A Coroa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes passou por uma restauração após ser danificada por uma queda. Segundo representantes da festa, a peça tem mais de um século de história, apresentava partes quebradas e soltas e já passou por outros reparos. A Coroa simboliza a realeza e faz referência ao início do culto ao Divino Espírito Santo, surgido na Baixa Idade Média. O objeto também é ligado ao chamado Império do Divino, tradição em que os festeiros eram conhecidos como Imperadores do Divino. Durante as celebrações da época, eles tinham poderes simbólicos, incluindo a possibilidade de pedir a libertação de presos. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Atualmente, a Coroa é carregada pela festeira durante cerimônias tradicionais da Festa do Divino, como a procissão, a novena e a Entrada dos Palmitos. Neste ano, a 413ª Festa do Divino de Mogi das Cruzes será realizada entre os dias 14 e 24 de maio. Com o tema “Divino Espírito Santo, fazei de nós mensageiros da vossa Paz”, a celebração propõe uma reflexão sobre a construção de um mundo mais fraterno e solidário. A expectativa é que cerca de 400 mil pessoas participem da festa. Os festeiros desta edição são Ricardo Medina Alvarez e Maria de Lourdes Pereira da Silva Medina. Os capitães-de-mastro são Maurício de Lima Ramos e Tavane Prado Rodrigues Ramos. Leia também Festa do Divino de Mogi deve atrair 400 mil pessoas em 2026 O responsável pela restauração da Coroa foi o ourives Edemilson Souza Silva. Natural da Bahia, ele mora em Mogi das Cruzes desde 1991. Segundo Silva, o serviço foi indicado por Mathias Tomazulo, cliente dele e artesão dos tapetes ornamentais da Festa do Divino. “A Coroa veio nesse estado, amassada e com uns pontos quebrados. A plaquinha de identificação estava de ponta cabeça, algumas moedas que formam o cesto, onde é fixada a coroa, estava na posição inversa. Minha restauração foi soldagem e alinhamento do cesto e a Coroa” Processo da restauração da Coroa do Divino Feita de um metal semelhante ao bronze, a Coroa prateada possui um cesto formado por moedas de prata que representavam mil réis em 1931. A data aparece em uma placa metálica soldada na base da peça. Por isso, acredita-se que a Coroa tenha cerca de 95 anos. Silva contou que pensou em dar um banho de prata nos acessórios, mas avaliou que a estrutura da peça não suportaria o procedimento. Por segurança, decidiu pintar a Coroa e o cesto com tinta prateada. “Fui fazendo os reparos ponto a ponto. Desmontei a Coroa, fiz os reparos e fui montando e acertando onde estavam amassados e tortos. Levei 30 dias para restaurar. Foi sem muita pressa. Eles [organizadores da festa] deixaram eu fazer o reparo bem à vontade”, detalhou. Coroa do Divino Espírito Santo foi entregue à festa em maio de 1935 Edemilson Souza Silva/arquivo pessoal Segundo o ourives, a Coroa ficou danificada após sofrer uma queda. “Daí enviaram em fevereiro deste ano, para eu restaurar”, explicou. De acordo com a Associação Pró Festa do Divino, não se sabe exatamente quando a Coroa sofreu a queda. No entanto, há indícios de que o acidente tenha ocorrido após 1994, já que imagens daquele período mostram a peça intacta. Recentemente, algumas moedas começaram a se soltar, o que levou o objeto a passar por nova restauração. Devoto de Nossa Senhora Aparecida e do Divino Espírito Santo, Silva costuma ir à quermesse para saborear o tradicional afogado. Por causa da devoção, ele não cobrou pelo restauro. “Em nome do senhor Mathias e do Divino Espírito Santo, não teve custo. Fiz de coração e não cobrei nada. Até comentei se eles não queriam fazer uma Coroa nova em prata. Vamos ver, né. Quem sabe eu possa fazer um dia”. A Associação explicou que peças antigas têm maior valor histórico e cultural. Por isso, a escolha foi restaurar a Coroa em vez de produzir uma nova. Segundo a entidade, o tempo de existência da peça aumenta sua importância histórica. Silva disse que não cobrou pelo serviço por causa de sua devoção ao Divino Edemilson Souza Silva/arquivo pessoal Leia mais Homem esfaqueia namorada e tira a própria vida em Mogi das Cruzes Polícia apreende 2,5 milhões de cigarros contrabandeados em caminhão em Mogi das Cruzes Festa do Divino de Mogi das Cruzes tem Sétima Coroa neste sábado Veja tudo sobre o Alto Tietê

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