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Como chefe do PCC fugiu após soltura relâmpago e acabou preso na Bolívia 6 anos depois; veja cronologia

Chefe do PCC sai de audiência e é enviado ao Presídio Federal Gerson Palermo, apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso nes...

Como chefe do PCC fugiu após soltura relâmpago e acabou preso na Bolívia 6 anos depois; veja cronologia
Como chefe do PCC fugiu após soltura relâmpago e acabou preso na Bolívia 6 anos depois; veja cronologia (Foto: Reprodução)

Chefe do PCC sai de audiência e é enviado ao Presídio Federal Gerson Palermo, apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso nessa terça-feira (26) na Bolívia após passar seis anos foragido. Ele havia fugido em 2020, poucas horas depois de conseguir prisão domiciliar durante um plantão judicial em Campo Grande. Na época, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e desapareceu. A fuga provocou repercussão nacional e levou à punição do desembargador Divoncir Maran, responsável pela decisão que autorizou a soltura. Em fevereiro deste ano, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aplicou aposentadoria compulsória ao magistrado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Preso na segunda-feira (26) em Cotoca, cidade próxima a Santa Cruz de La Sierra, Palermo foi expulso da Bolívia no dia seguinte e levado para Mato Grosso do Sul. Nesta quarta-feira (28), ele voltou ao Presídio Federal de Campo Grande. Condenado a quase 126 anos de prisão, Palermo construiu histórico ligado ao tráfico internacional de drogas e a roubos de grande repercussão. Ex-piloto, ele era investigado por atuar na logística do transporte de cocaína da Bolívia para o Brasil. O g1 reuniu os principais acontecimentos da trajetória criminal de Gerson Palermo, da fuga em Mato Grosso do Sul até a recaptura na Bolívia. Cronologia dos fatos envolvendo Gerson Palermo ➡️16 de agosto de 2000 — Sequestro de avião da Vasp Gerson Palermo participou do sequestro de um Boeing 737 da Vasp após a decolagem em Foz do Iguaçu (PR). Segundo as investigações, ele ajudou a render a tripulação e forçou o pouso da aeronave em uma pista em Porecatu (PR). O grupo roubou nove malotes do Banco do Brasil com cerca de R$ 5,5 milhões. Pelo caso, Palermo foi condenado a mais de 66 anos de prisão. ➡️Março de 2017 — Operação All In A Polícia Federal prendeu Palermo em Campo Grande durante a Operação All In. Segundo a investigação, ele comandava um esquema de tráfico internacional de drogas entre Bolívia e Brasil. A organização usava aviões para levar cocaína até Corumbá (MS). Depois, a droga era distribuída em caminhões para outros estados. A operação apreendeu 810 quilos de cocaína. Ele ficou preso no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. Pelos crimes de tráfico e associação criminosa, Palermo foi condenado a 59 anos e nove meses de prisão. ➡️21 de abril de 2020 — Prisão domiciliar concedida Durante o plantão do feriado de Tiradentes, o então desembargador Divoncir Maran concedeu prisão domiciliar a Palermo. A defesa alegou que ele fazia parte do grupo de risco da Covid-19. Segundo investigação do CNJ e da PF, ele foi solto a partir de uma "gambiarra" jurídica. Segundo a Polícia Federal, o habeas corpus, com mais de 200 páginas, foi analisado em cerca de 40 minutos. ➡️22 de abril de 2020 — Fuga Palermo deixou o Presídio Federal de Campo Grande para cumprir prisão domiciliar. Horas depois, rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu. No mesmo dia, a decisão que autorizava a soltura foi derrubada. Quando policiais chegaram à casa onde ele deveria permanecer, Palermo já havia desaparecido. Após a fuga, autoridades brasileiras acionaram a Interpol e comunicaram países vizinhos. ➡️23 de agosto de 2023 — Investigação do CNJ A Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça abriu investigação para apurar a atuação do desembargador Divoncir Maran na soltura de Palermo. ➡️11 de fevereiro de 2026 — Punição do desembargador O CNJ puniu Divoncir Maran com aposentadoria compulsória. O órgão entendeu que houve falhas na análise da decisão que permitiu a soltura do traficante. ➡️26 de maio de 2026 — Prisão na Bolívia Após seis anos foragido, Palermo foi preso em Cotoca, cidade próxima a Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. A prisão ocorreu durante ação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e a força antidrogas boliviana. ➡️27 de maio de 2026 — Expulsão da Bolívia Palermo foi expulso da Bolívia e entregue às autoridades brasileiras em Mato Grosso do Sul. Sob forte esquema de segurança, Palermo chegou ao Brasil no Aeroporto Internacional Ueze Zahran, em Campo Grande. Ele passou a noite na Superintendência da Polícia Federal, em Campo Grande. ➡️28 de maio de 2026 — Retorno ao presídio O traficante foi transferido para o Presídio Federal de Campo Grande, onde ficará isolado por 20 dias para avaliação interna. Depois, será encaminhado a uma cela de 7 m² do presídio e poderá ter banho de sol de até duas horas por dia, em grupos de até 12 presos. 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