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Anúncio de 'guerra econômica' dos EUA provoca filas em postos de combustíveis do Irã

Irã promete reagir às novas sanções econômicas dos EUA Os iranianos acordaram nesta terça-feira (25) com um novo temor: o impacto das sanções anunciadas...

Anúncio de 'guerra econômica' dos EUA provoca filas em postos de combustíveis do Irã
Anúncio de 'guerra econômica' dos EUA provoca filas em postos de combustíveis do Irã (Foto: Reprodução)

Irã promete reagir às novas sanções econômicas dos EUA Os iranianos acordaram nesta terça-feira (25) com um novo temor: o impacto das sanções anunciadas pelos Estados Unidos, que prometem "asfixiar" economicamente o país. Em Teerã, longas filas se formaram nos postos de gasolina diante do medo de uma nova disparada dos preços. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Imagens da AFP registraram longas filas de carros em postos de gasolina na capital. O chefe de gabinete do presidente iraniano, Mohsen Haji-Mirzaei, afirmou que o governo vai rever as cotas de combustível. "O que é certo é que as cotas serão reduzidas sem alterar o preço, mas quem quiser comprar mais gasolina da cota terá um preço mais alto", disse à TV estatal. Apesar de o governo iraniano tentar minimizar os efeitos das novas sanções, argumentando que o país convive com restrições econômicas há décadas, nas ruas o clima era de preocupação. "É lógico que as sanções afetem a vida das pessoas. Há pessoas sofrendo, tanto as que têm uma boa situação econômica quanto as que têm menos recursos", disse à AFP o corretor de imóveis Mehdi Yazdian, de 55 anos. Para ele, as restrições já estão surtindo efeito, embora a população iraniana seja "resiliente". Iranianos fazem filas em postos de combustíveis do Irã em 25 de agosto de 2026 AFP A estudante de arquitetura Taneen, de 23 anos, disse que viveu toda a sua vida em um país sob sanções. Desta vez, a jovem disse que o pai pediu que todos saíssem para comprar comida imediatamente porque os preços devem subir. O Irã já enfrentava uma inflação elevada antes mesmo do início da guerra. A crise econômica foi um dos fatores que impulsionaram uma onda de protestos contra o governo, que atingiu o auge em janeiro. Segundo organizações de direitos humanos, milhares de pessoas foram mortas na repressão às manifestações. O governo iraniano atribui a violência a "atos terroristas" instigados pelos Estados Unidos e por Israel. O país também executou pessoas processadas por envolvimento nos protestos. Nesta terça-feira, o presidente Donald Trump criticou as execuções. "Esta é uma crise humanitária de proporções épicas e precisa parar, AGORA", escreveu em sua rede Truth Social. Pressão O presidente Donald Trump durante o hino nacional na largada da corrida Freedom 250 Grand Prix nas ruas de Washington, DC, domingo, 23 de agosto de 2026. Doug Mills/Pool via REUTERS As medidas são mais um capítulo da pressão dos EUA sobre o Irã. Quase seis meses após o início da guerra, as negociações de paz continuam paralisadas e não há perspectiva de fim para o conflito. Enquanto isso, o Irã mantém fechado o estratégico Estreito de Ormuz, e os Estados Unidos sustentam um bloqueio naval contra a República Islâmica. Na segunda-feira (24), o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, apresentou um plano para aumentar a pressão sobre o Irã e prometeu promover uma "asfixia econômica" do país. Ele também ameaçou impor consequências a países que se recusarem a aderir à campanha americana. O Tesouro informou que as sanções secundárias atingem setores considerados críticos, como ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo. Na prática, as medidas também podem afetar empresas e países que fazem negócios com Teerã. A China, uma das principais compradoras de petróleo iraniano, afirmou que se opõe às sanções e que adotará as medidas necessárias para proteger seus direitos e interesses. Bessent não descartou que bancos chineses sejam atingidos e afirmou que "qualquer entidade que facilitar a lavagem de dinheiro em nome do Irã será excluída do sistema do dólar americano". O governo iraniano respondeu em tom de desafio. O ministro da Economia, Ali Madanizadeh, afirmou que o país vinha se preparando havia muito tempo para novas sanções. Segundo ele, os Estados Unidos "fracassaram em todas as ocasiões" e parecem querer sofrer "uma nova derrota". Ao longo de décadas sob sanções, o Irã desenvolveu mecanismos para tentar contornar as restrições. O economista iraniano Saeed Laylaz afirmou que as novas medidas fazem parte da estratégia de "pressão máxima" defendida por Trump. "Não há nada que os Estados Unidos possam fazer que já não tenham feito antes", afirmou Laylaz, que considera a economia iraniana amplamente autossuficiente após anos de isolamento. Laylaz considera que o principal desafio pode estar dentro do próprio país, com problemas como corrupção, desequilíbrios no sistema bancário e inflação. VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1

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